sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saiba como evitar insetos e ratos em casa

O verão é a época do ano em que eles mais aparecem, pois a maior parte dos insetos se reproduz nesta estação
Quem mora próximo a rios, córregos ou terrenos baldios normalmente sofre com a presença de insetos e ratos em casa. Além disso, em determinadas épocas do ano, o aparecimento desses bichos é inevitável. Por isso, é importante saber o que fazer e como reagir no caso de sua casa começar a receber essas visitas indesejáveis.
Restos de comida, poças de água e calor favorecem a reprodução de bichos (Fotos: Thinkstock)
De acordo com a professora e mestre em biotecnologia pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Sabrina Amorim de Albuquerque Amaral, restos de comida, poças de água e o calor favorecem a reprodução desses bichos. “Deixar o local sempre limpo e livre de restos de alimentos ajuda a evitá-los”, afirma.
O verão é a época do ano em que aumenta o aparecimento dessas espécies. Segundo Sabrina, isso ocorre porque a maior parte dos insetos se reproduz nesta estação por causa das chuvas ocasionais, que favorecem a umidade. A bióloga não aconselha o uso de receitas caseiras para fazer venenos. “Para se livrar das formigas é preciso descobrir o formigueiro e colocar água até enchê-lo. Com isso elas ficarão incomodadas e migrarão para outro lugar”, recomenda.
Além disso, existem grupos de venenos que funcionam melhor para algumas espécies. Para cupins, por exemplo, existe um veneno produzido em laboratório que é feito a partir de fungos. “Para abelhas aconselho procurar um apicultor, que ficará feliz em ganhar uma nova colmeia, pois acabar com uma colmeia é ilegal e o Ibama pode multar”, alerta Sabrina.
Em caso de infestação ela aconselha procurar ajuda de especialistas e não espalhar pela casa todos os tipos de venenos encontrados no supermercado, principalmente se na residência houver crianças e animais. “Isso é muito perigoso e pode causarrios acidentes”, alerta.
Evite manusear inseticidas perto das crianças e animais
Cuidados com crianças e animais domésticos – Casos de intoxicação e envenenamento são muito comuns em crianças e animais, por isso todo cuidado é pouco quando se resolve administrar venenos em casa.
Para a pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria Luci Pfeiffer, as crianças são muito curiosas, por isso o veneno jamais pode estar ao alcance delas e é preciso ter muita atenção para que elas não os encontrem por acaso. “Estar sempre ligado é a melhor solução. Por mais que os pais afirmem que o filho não tem acesso a determinados locais, todo cuidado é pouco”.
No caso dos animais a orientação é semelhante. “O que ideal é que o veneno seja colocado em um lugar onde o animal não tenha acesso mesmo que haja uma distração. “Todos os casos de envenenamento que atendi ocorreram porque o animal teve acesso ao local por descuido”, explica a veterinária, Kátia Bizaroli.
Katia orienta que, em caso de ingestão de veneno, o proprietário deve levar o animal imediatamente ao veterinário, pois o fator tempo é determinante para o sucesso do tratamento, e nunca se deve administrar nenhum tipo de receita caseira. “Cada tipo de veneno age de uma forma diferente e, por isso, existe um tipo diferente de antídoto para cada um deles. Por exemplo, se você induzir o vômito e o animal tiver ingerido um veneno cáustico (que queima), além da queimadura causada pela passagem do veneno na ingestão, quando ele vomitar o veneno queimará novamente e agravará o caso”, explica.
Outro tipo de intoxicação que pode ocorre com os animais é por meio dos aerossóis. “Esses produtos podem levar a rias intoxicações se o animal for exposto por muito tempo ou for deixado num ambiente fechado e saturado pelo veneno”, lembra.
Em caso de impossibilidade de levar a criança ou o animal imediatamente ao hospital, deve-se ligar para o Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas), no telefone 0800-0148110, que funciona 24 horas por dia, e passar todas as informações sobre o veneno ingerido.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Closets bem feitos podem valorizar até 5% os imóveis na hora da venda

Closet (Foto: Divulgação)

Escolher o imóvel para comprar já não é tarefa fácil. E esse é, muitas vezes, apenas o primeiro passo. Depois da compra, ainda é preciso definir as obras que serão feitas, o mobiliário, adecoração e uma rie de detalhes. Quem opta por comprar um apartamento limpo, então, sem nenhum armário planejado ainda precisa decidir: fazer ou não closets? Eis a questão!
Afinal, ter um closet pensado para as suas necessidades é, sem dúvida, uma ótima solução. Mas e na hora de alugar ou vender esse imóvel? O closet não desvalorizaria o apartamento? A resposta é, quase sempre, não. Mas é preciso pensar não somente na sua necessidade e planejar bem esse espaço. É comum, por exemplo, em apartamentos antigos e amplos, de quatro quartos, fazer obras que transformem o imóvel em três quartos para ampliação dos quartos e a inclusão de closets.
Para sapatos, o ideal são prateleiras deslizantes e vãos de 15 centímetros. Os pares não devem ser empilhados (Fotos: Divulgação/ Atitude Caprichosa)
“Não necessariamente esse tipo de obra vai desvalorizar o imóvel. Mas o ideal, em casos assim, é fazer a obra de uma maneira que ela possa ser revertida facilmente”, alerta o corretor MarxMaranhão, que é supervisor de vendas da Brasil Brokers Ética.
Mas, em casos menos radicais, esse tipo de móvel planejado pode valorizar o imóvel em até 5%. Até porque, como lembra Maranhão, é muito difícil encontrar mão de obra no mercado para esse tipo de serviço. Então, em alguns casos, é possível até alcançar valores acima do mercado.
“Qualquer benefício valoriza o imóvel. Se há três imóveis parecidos no mercado e apenas um tem closet ou outros benefícios, ele certamente vai ser vendido mais rapidamente”, assegura o corretor.
Divisórias transparentes ajudam na organização de peças pequenas em gavetas. Gravatas, por exemplo, podem ser enroladas
Edison Parente, diretor da imobiliária Renascença, especializada em locação, diz que para aluguel a liquidez é ainda maior.
“Para um imóvel ser alugado com rapidez, é importante oferecer o “kit locação”: armários, box blindex, esquadrias de alumínio. Se tiver só o closet, a valorização do aluguel pode chegar a 15%.”
Mas, como, afinal, é um bom closet? O que deve ter? Para a personal organizer Luciana Teixeira, um bom closet deve ter espaço, ser bem planejado e iluminado (se possível, com lâmpadas direcionadas) e, de preferência, branco, pois a cor dá aparência de limpeza e deixa o ambiente mais leve.
“A área mínima possível é de quatro metros quadrados, com uma circulação de pelo menos 80 centímetros. Mas, vale ressaltar, um closet ideal teria pelo menos seis metros quadrados. Sempre que possível, é bom prever um lugar para sentar. É um conforto na hora de colocar sapatos, ou mesmo bater uma papinho com uma amiga enquanto se arruma. E existem pufes lindos que dão muito charme a esse ambiente”, ressalta Luciana.
Confira as medidas ideais e o passo a passo do planejamento de um bom closet, segundo Luciana.
Espaço: O primeiro passo desse planejamento é verificar o espaço disponível para o closet ocupar. A área mínima é de quatro metros quadrados, com uma circulação de pelo menos 80 centímetros.
Materiais: Armários brancos ou de cores claras dão mais aparência de limpeza, deixam o ambiente mais leve e auxiliam na difusão da luz, facilitando na procura por peças no seu interior e na fidelidade das cores das roupas.
Abertos ou fechados: Existem closets sem portas, com tudo aberto, e com portas de abrir ou de correr. Combinar as duas opções é sempre uma boa solução. Mas portas de correr devem ser bem feitas e utilizar boas ferragens e trilhos. Apesar de economizar espaço, contudo, elas tomam normalmente 10 centímetros do espaço interno para os trilhos.
Espelho: Um bom recurso é revestir uma dessas portas com espelho.
Iluminação: Tente direcionar lâmpadas para seu guarda-roupas.
Pufes: Sempre que possível, preveja um lugar para se sentar no seu closet.
Personalização: Preveja espaços para suas necessidades. Se usa muito vestido longo, faça um nicho um pouco maior para eles. Uma solução fácil para definir as medidas exatas é medir com fita métrica o espaço que usa para guardar suas roupas separadas por tipos: longos; calças; blusas, blazers e casacos.
Sapatos: Preveja um setor exclusivo, para que não se misturem às roupas. Prateleiras corrediças são muito funcionais e devem acomodar até dois pares, um de frente ao outro. Vãos de 15 centímetros são suficentes, já que não se deve empilhar sapatos.
Profundidade: A profundidade mínima do closet deve ser de 60 centímetros (mais a profundidade das portas escolhidas). Quanto à altura, pode ocupar todo o pé direito do imóvel.
Cabideiro: Para ternos, blazers e camisas devem ter vão de 1,10m de altura. Para vestidos e casacos longos, o vão deve ser 1,65m. E calceiros devem ter altura de 85 cm.
Gavetas: As de acessórios e miudezas podem ter 10 cm de altura. Para roupas, 18 cm. Usar divisórias como colmeias plásticas ou de acrílico feitas sob medida ajuda na organização.
Prateleiras: Devem ter, no mínimo, 50 cm e uma altura de 20cm a 30cm. As superiores, usadas para guardar malas e caixas com coisas de pouco uso, podem ter vão de 45 cm de altura. Mas é sempre bom considerar o tamanho das malas ou o volume das coisas que quer guardar nesse espaço e adequá-lo.
Bolsas: Funcionam muito bem nichos de 40 cm X 40 cm.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cofres: aprenda a escolher o modelo certo para sua casa

Conheça alguns tipos disponíveis no mercado e saiba onde colocá-los
Está pensando em ter um cofre em casa para guardar documentos, joias ou dinheiro com mais segurança? Segundo a arquiteta Laurimar Coelho, os lugares escolhidos para colocar o cofre podem ser os mais variados, como fundos falsos de gavetas, armários, dentro de gabinetes de banheiro, entre outros.
É preciso cuidado na hora de escolher o local da instalação (Fotos: Thinkstock)
“Estou trabalhando em um projeto que inclui um nicho secreto dentro de uma sapateira, sob a base do móvel. O cliente precisava de um espaço para guardar documentos importantes e dinheiro e esta foi a forma mais simples e barata que encontrei”, relata a arquiteta.
Segundo Laurimar, cofres modernos como os da Multi-lock, por exemplo, em geral são parafusados com grandes e resistentes buchas especiais. “Portanto, é preciso cuidado na hora de escolher o local da instalação para não perfurar canos, por exemplo”, alerta a arquiteta.
Ela explica que, em geral, a instalação de cofres em locais camuflados exige um projeto especial de marcenaria para adaptar o móvel, de modo que o nicho do cofre fique imperceptível. Há empresas especializadas em cofres residenciais que instalam as peças onde o cliente indicar e os tamanhos também são variados, assim como o tipo de segredo.
“É bom lembrar que a instalação do cofre deve ser realizada com o máximo de discrição. Portanto, se o imóvel estiver em reforma, é preciso fazer a instalação sob sigilo”, adverte. Laurimar também recomenda que, para a execução de algum móvel com nicho especial, seja contratado um marceneiro de confiança.
Tipos de cofres – Não faltam opções de cofres no mercado. Existem modelos com sistema manual de combinação e opções com teclado digital. Segundo Ricardo Orlandi, gerente comercial das lojas Metalferco, a escolha entre essas duas opções varia de acordo com a disposição financeira para a aquisição, sendo que os digitais são mais modernos e fáceis de utilizar.
A Yale, por exemplo, possui vários modelos digitais com medidas diferentes. A escolha do cofre ideal é feita a partir do que se deseja guardar nele e o local onde será acomodado. Os modelos podem ser chumbados na parede ou até mesmo no chão.
Há cofres para guardar documentos, dinheiro, joias e até mesmo equipamentos eletrônicos
Há cofres para guardar documentos, dinheiro, joias e até mesmo equipamentos eletrônicos, dependendo das dimensões. Segundo Orlandi, o Cofre Yale Certificado Home é ideal para armazenar, além de documentos e dinheiro, joias. Já o modelo Yale Certificado Laptop deixa em segurança todos os outros itens além do laptop.
Orlandi orienta que o cofre deve ser colocado em qualquer lugar que não seja óbvio. “Sugiro fugir de locais tradicionais, como em paredes atrás de quadros ou no quarto dentro de armários em locais visíveis.”
Na opinião dele, alguns locais interessantes e seguros para esconder os cofres são móveis com fundo falso ou até no chão, utilizando um alçapão. “Pensando nisso, há modelos com iluminação em LED, já que normalmente os cofres são escondidos em locais escuros. Eles possuem telas de LCD que acendem quando o código é digitado, além de iluminação no interior, que acende quando a porta é aberta.”
Esses cofres têm mecanismo de travamento reforçado e à prova de impacto, com travas motorizadas em aço maciço e abertura de emergência por meio de chave de segurança. O acabamento interior tem forração em carpete e iluminação de LEDs. Segundo o fabricante, seu grau de proteção é elevado, com a adição de paredes e portas reforçadas, e a área da chave é reforçada com aço, deixando-a à prova de impactos.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

No quarto do bebê, opte por móveis neutros e use cor nos detalhes

Montar o quarto do bebê e equipá-lo, para dar o máximo de conforto e segurança ao recém-nascido, exige planejamento e organização. A primeira decisão a ser tomada diz respeito ao estilo e ao conceito do ambiente, o que dará origem a um tema. A definição permitirá trabalhar com uma cartela de cores específica em toda a decoração.
Cores fortes, em geral, devem ser evitadas. Hoje, há inúmeros outros recursos para dar destaque às paredes, tais como papéis estampados, adesivos e quadros. "Se optar por cores e papéis delicados nas paredes, poderá abusar mais dos quadros e dos detalhes. Porém, se o papel for mais ilustrado e colorido, deixe que ele se sobressaia", afirma a decoradora Vanessa Guimarães, de São Paulo.

Depois de definido o conceito que vai nortear a concepção do ambiente e da escolha dos revestimentos, o passo seguinte é pensar nos móveis que o quarto vai abrigar. "Berço, cômoda com trocador, poltrona de amamentação, cama para mãe ou babá e guarda-roupa são itens essenciais", afirma o arquiteto Luciano Dalla Marta, de São Paulo.
Em casos de orçamento mais modesto ou de pouco espaço, a saída é priorizar o berço, a poltrona e a cômoda. "É fundamental tirar medidas do ambiente e se certificar de que as peças escolhidas, ao serem dispostas no quarto, permitirão uma boa circulação, o que é essencial para que o ambiente se torne funcional e confortável", diz Vanessa.
Esses móveis podem ter detalhes e algum toque de cor. No entanto, para não errar, o ideal é ficar com os mais discretos. "O melhor é optar pelos móveis em laca branca ou madeiras claras, como carvalho. Também gosto de fazer projetos em tons de off white ou beges", fala a designer de interiores Daniela Colnaghi, de São Paulo.
A escolha do mobiliário deve ser feita até o quinto mês de gravidez, mais ou menos. "O ideal é que o quarto esteja pronto quando a mãe entrar no sétimo mês, caso o bebê nasça antes do planejado. E é interessante calcular, pelo menos, 60 dias entre o início e o término da instalação de todos os móveis e acessórios", afirma o arquiteto Dalla Marta. As lojas de mobiliário, normalmente, pedem por volta de 45 dias para a fabricação e entrega dos itens escolhidos.
Em uma terceira fase, após a compra dos móveis, o desafio é sair em busca de cortinas e do enxoval, já que essas peças também podem levar até um mês para serem confeccionadas, dependendo dos detalhes de personalização.

Um enxoval básico é composto de edredom e lençóis. Segundo a AAP (Academia Americana de Pediatria), por causa do risco de sufocamento, o kit de berço (com almofadas laterais e de cabeceira), que tem uso bastante difundido, deve ser evitado até um ano da criança. Pela mesma razão, a instituição não recomenda uso de travesseiro.

Por último, entram os acessórios mais decorativos, como lustre e luminária ou abajur, o kit de higiene com trocador e o tapete.
Justamente por se tratar de um quarto de bebê, deve-se tomar cuidado com o exagero. A regra geral é que as peças grandes sejam neutras e que os detalhes mais aparentes fiquem nas peças menores, como abajures, edredons, almofadas, quadros ou adesivos, que podem ser facilmente trocados, quando se quiser dar uma nova cara ao ambiente. "O mais importante, para um bom resultado, é que haja harmonia entre as cores que aparecem em toda a decoração", fala Vanessa.







Fonte: Uol

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Decoração com alto nível de testosterona

O público masculino prefere produtos mais exclusivos e com uma linguagem divertida
Capacho “Trouxe Cerveja?” (Fotos: Divulgação)
Quem disse que decoração é coisa só de “mulherzinha”? As pessoas com um alto nível de testosterona no sangue também gostam de enfeitar as suas casas. Lógico que vasos caríssimos ou obras de artes de artistas renomados não as atraem, mas quem sabe um capacho que em vez de dar as boas-vindas tenha escrito “Trouxe Cerveja?” ou um relógio de parede com caveiras e pêndulo de esqueleto.
Segundo Daniel Bender, diretor da loja on-line ‘Mulher Cerveja & Futebol‘, este público com desejos vigorosos não baba pelo último lançamento da Apple e prefere produtos mais exclusivos e com uma linguagem divertida; como as imagens abaixo.
Avental de barriga de cerveja do site Mulher, Cerveja e Futebol é vendido por R$ 55
Outro site que tem produtos voltados para as pessoas de pulso firme é ‘O Segredo do Vitorio‘. Há adesivos de paredes para vasos sanitários, formas de gelo em formato de peixe morto e descanso de copos de vinil.
Além do varejo on-line, os consumidores encontram também nos supermercados e nas lojas de ruas e shoppings itens para ‘machos’, como o pano de prato comercializado na Tok & Stok com o ditado “Cuidado: Homem na Cozinha” por volta de R$ 6 ou a torre de chopp de 3,5 litros do Hipermercado Extra que custa cerca de R$ 300, e que certamente vai causar um boa impressão com as visitas.
Os cactos também combinam com uma decoração viril, porque são resistentes e necessitam de poucas regas, assim como a estante de carrinhos, posters de lutadores fictícios, como o Rambo ou Rocky Balboa, e eletrodomésticos retrô.
Relógio de Vinil iPod

Abridor da banda Kiss
Além do varejo on-line, os consumidores encontram também nos supermercados e nas lojas de ruas e shoppings itens para ‘machos’, como o pano de prato comercializado na Tok & Stok com o ditado “Cuidado: Homem na Cozinha” por aproximadamente R$ 50 ou a torre de chopp de 3,5 litros do Hipermercado Extra que custa cerca de R$ 280, e que certamente vai causar um boa impressão com os visitantes.

Os cactos também combinam com uma decoração viril, porque são resistentes e necessitam de poucas regas, assim como a estante de carrinhos, posters de lutadores fictícios, como o Rambo ou Rocky Balboa, e eletrodomésticos retrô.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

As vantagens e os riscos de investir em flats hoteleiros

Dias de bolha parecem ter ficado para trás nos principais mercados, mas risco do investimento é alto para a pessoa física

Divulgação
Flat
Retorno se vale mais da perspectiva de valorização que propriamente da renda com as tarifas
São Paulo – Os flats já trouxeram muita dor de cabeça aos investidores no início dos anos 2000. Mas uma atual onda de lançamentos em ritmo bem menos frenético se volta novamente aos investidores pessoa física e pode trazer retornos interessantes para quem quer investir em imóveis. Porém, o investimento é arriscado e requer muita atenção dos interessados.
Durante anos, os flats do segmento hoteleiro, também chamados de condo-hotéis, foram sinônimo de mico no Brasil. Devido a um excesso de lançamentos em São Paulo no fim dos anos 1990, uma bolha de flats estourou no início dos anos 2000, levando as taxas de ocupação para patamares inferiores a 40% - quando o ideal nesse mercado é acima de 70%.
Investidores pessoas físicas preocupados se apressaram em se desfazer de suas unidades. “Houve guerra de tarifas para atrair mais hóspedes. Apenas em 2006 o mercado começou a se recuperar, tanto em matéria de ocupação, quanto de diária média”, explica Diogo Canteras, diretor executivo da Hotel Invest, consultoria hoteleira que também gere o fundo imobiliário de flats Hotel Maxinvest.
Agora, porém, uma nova superoferta não é esperada nos principais mercados, muito embora já haja esse risco em mercados menos tradicionais após a Copa do Mundo.
Hoje, as oportunidades se concentram nos principais mercados, notadamente as cidades do Rio e de São Paulo. O risco do negócio, porém, está num possível mau desempenho da economia brasileira e principalmente no fato de que, no segmento hoteleiro, o maior atrativo é a valorização da unidade, e não a renda gerada.
Condo-hotéis seguem a lógica do mercado hoteleiro
Existem flats residenciais e flats do segmento hoteleiro, também chamados de condo-hotéis. “Flat é o termo geral que se usa para os empreendimentos de uso residencial ou hoteleiro pulverizado entre investidores individuais”, explica Diogo Canteras.
Especialmente em São Paulo, essa divisão é importante, pois a lei de zoneamento da cidade não permite mais que uma coisa se transforme na outra. O empreendimento é residencial ou comercial desde o seu nascimento.
Enquanto o investimento em condo-hotéis segue a lógica do mercado hoteleiro, os flats residenciais (“long-stay”) seguem a lógica de qualquer outro imóvel residencial compacto, voltado para solteiros ou casais sem filhos. Esses imóveis contam com serviços hoteleiros que podem ou não estar incluídos na taxa de condomínio, paga pelo locatário, que habita o local.
Comprar um flat pronto é menos arriscado
Também existe diferença entre comprar um flat pronto ou uma unidade em lançamento. A compra do flat já em funcionamento é menos arriscada, pois a unidade começa a gerar renda imediatamente e já tem um histórico de retornos.
Já a compra de um flat em lançamento é uma aposta, que demora pelo menos uns três anos para começar a gerar renda, mas com mais potencial de valorização.
“O investidor não pode olhar para o momento presente do mercado. Ele tem que entender que vai demorar uns dez anos para ter retorno desse investimento. É preciso enxergar uma estabilidade de demanda para um prazo muito longo”, diz o professor João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Poli-USP.
Localização é crucial
Para o investimento em condo-hotéis, a boa localização é fundamental. O investidor deve preferir os mercados que ainda serão promissores nos próximos anos, tanto em matéria de alta demanda, quanto na dificuldade de se construir novos empreendimentos.
“Idealmente, o investimento seguro em hotelaria de forma geral é em grandes mercados: São Paulo e Rio de Janeiro. Porque nesses mercados é difícil começar empreendimentos novos”, explica Diogo Canteras.
Ele lembra a falta de espaço para construção no Rio de Janeiro e a lei de zoneamento paulistana que, além de separar empreendimentos comerciais de residenciais, também passou a permitir a construção de menos unidades em um mesmo espaço.
O último “Placar da Hotelaria”, estudo elaborado pela Hotel Invest e pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) com as perspectivas do mercado hoteleiro até 2015, aponta quais das cidades-sede da Copa do Mundo já estão com risco de superoferta hoteleira após o evento, o que se traduz em risco de baixa ocupação e baixos retornos para quem investe em condo-hotéis:
Cidade-sedeSegmento econômicoSegmento midscaleSegmento upscale
Belo HorizonteCríticoCríticoN/D
BrasíliaN/DCríticoN/D
CuiabáN/DCríticoN/D
CuritibaRisco baixoRisco baixo---
FortalezaN/DRisco baixoN/D
ManausCríticoCríticoN/D
NatalN/DPreocupanteN/D
Porto AlegreCríticoCautelaRisco Baixo
RecifeN/DRuimN/D
Rio de JaneiroRisco BaixoCautelaRisco Baixo
SalvadorCautelaRuim---
São PauloRisco BaixoRisco BaixoRisco Baixo
Fonte: Placar da Hotelaria 2015
As avaliações vão de Crítico (maior risco) a Risco Baixo (menor risco). De acordo com o estudo, estão “críticos” os mercados com desempenho bastante insatisfatório, que compromete a saúde financeira do setor por um longo período e cuja recuperação deve se estender por muitos anos.
“Ruins” são os mercados com níveis de ocupação muito baixos e que geram quedas nas tarifas, sem perspectiva de rentabilidade dos investimentos realizados. “Preocupantes” são os mercados cujos níveis de ocupação pressionam a redução das tarifas, não permitindo a rentabilidade do investimento.
Exigem “cautela” os mercados com níveis de ocupação que dificultam a obtenção de boas margens operacionais e comprometem a rentabilidade. E, finalmente, são de “risco baixo” os mercados saudáveis, com níveis de ocupação que permitem boas tarifas, margens operacionais satisfatórias e rentabilidade adequada.
As cidades em risco de superoferta têm taxa de ocupação projetada para 2015 em torno de 50% ou menos, considerado terrível para o segmento hoteleiro.
Na cidade de São Paulo, todos os segmentos encontram-se favoráveis para os próximos anos (pelo menos até 2015). Em Curitiba, destacam-se os segmentos econômico e médio, em Fortaleza o segmento médio e em Porto Alegre, apenas o segmento de tarifas mais altas.
O Rio de Janeiro ainda apresenta boas perspectivas para os segmentos econômico e médio, mas há ressalvas. “Para a análise de mercado, Barra da Tijuca não é Rio de Janeiro, é outro mercado hoteleiro. Há uma perspectiva muito forte de superoferta na Barra. Há um monte de hotéis sendo construídos ali, e depois da Olimpíada haverá problemas sérios”, comenta Diogo Canteras.
Faltam hotéis (e flats) em muitos mercados
Segundo Roberta Oncken, gerente da área de Hotéis e Hospitalidade da consultoria Jones Lang LaSalle, o cenário para o mercado hoteleiro hoje é favorável para a expansão, pois estão faltando hotéis. É preciso, porém, tomar cuidado com a localização, devido ao risco de superoferta em alguns mercados.
“Hoje os lançamentos normalmente requerem investimento alto, pois são feitos em lugares em que falta hotel e terreno para construir. Nessas localizações, a chance de ter uma performance boa é grande”, diz Roberta.
Diogo Canteras explica que é essa perspectiva de demanda por hotéis nos próximos anos que norteia a estratégia do fundo imobiliário Hotel Maxinvest, gerido pela Hotel Invest e administrado pelo BTG Pactual.
O fundo foi criado em 2007 para comprar flats a preço de banana após o estouro da bolha e apostar na recuperação desse mercado. Foram comprados 67 milhões de reais em flats na época, e agora o fundo está em período de desinvestimento, vendendo a conta-gotas suas unidades com lucro.
“A ideia é extinguir o fundo em 2015, distribuindo o lucro da venda dos imóveis pelos cotistas. Em princípio, o fundo não vai comprar novos flats, mas estamos estudando outros fundos em hotelaria com o BTG Pactual”, diz Canteras. A venda de todos os imóveis da carteira já foi aprovada em assembleias de cotistas anteriormente.
Canteras explica que, apesar de a venda ser gradativa até 2015, a valorização dessas unidades deve prosseguir até 2017. “Estamos vendendo agora primeiro porque não conseguiríamos vender tudo de uma vez; em segundo lugar, porque precisamos vender enquanto o mercado quer comprar”, explica Canteras.
Para ele, quem compra um flat pronto agora, vai ter aumento da renda (com aumento das tarifas) e valorização da unidade por pelo menos mais quatro ou cinco anos, notadamente em São Paulo, onde está mais difícil construir hotéis.
Note que para quem compra um flat em lançamento, o risco é bem maior, uma vez que a entrega só deve ocorrer quando esse ciclo de valorização e alta das tarifas estiver perto do fim.
Atenção aos riscos
Em 2011, a taxa de ocupação dos diferentes segmentos de hotéis nos mercados mais promissores variava de 65% a pouco mais de 70%, e a projeção do “Placar da Hotelaria” é de taxas beirando os 80% nesses mercados em 2015. Porém, uma boa demanda depende do crescimento da economia, e é justamente esse elemento que vem deixando a desejar.
Por isso, antes de investir em um empreendimento, esteja ele pronto ou em lançamento, é fundamental conhecer sua viabilidade econômica. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) lançou inclusive um Manual de Melhores Práticas para Hotéis de Investidores Pulverizados, que pode nortear o investidor sobre quais devem ser as melhores práticas do empreendimento que lhe interessa.
Outro risco é o fato de o retorno focar na valorização e não na renda. A renda advinda do investimento hoteleiro costuma ser baixa frente ao valor do investimento, e não é corrigida pela inflação como ocorre no segmento residencial, por exemplo.
Segundo Diogo Canteras, da Hotel Invest, a expectativa de rendimento do investidor de condo-hotel hoje é de 0,5% ao mês antes de imposto de renda. Levando em conta que a alíquota de IR pode chegar a 27,5% nesse caso, o rendimento líquido pode ser inferior ao da poupança.
“Esse investidor está disposto a aceitar rentabilidade mais baixa porque intui que o imóvel está valorizando”, diz Canteras. “Não há relação entre este investimento e a inflação. A relação é com o mercado hoteleiro, que deve subir mais que a inflação. Essa rentabilidade deve ser corrigida em 10% acima da inflação até 2017”, projeta.
Para Roberta Oncken, da Jones Lang La Salle, a projeção de rentabilidade não difere muito, ficando entre 0,6% e 0,7% bruto.
Na opinião do professor João da Rocha Lima, contudo, essas não seriam taxas interessantes para o segmento hoteleiro. Levando em conta o risco maior que o mercado de escritórios, por exemplo, o rendimento líquido de IR deveria ficar entre 0,7% e 0,9% ao mês.
Finalmente, é preciso ter atenção às taxas. “Olhe com cuidado quanto o administrador hoteleiro cobra para gerir o ativo. Em algumas situações o custo é proibitivo e pode corroer a renda. Verifique no contrato de gestão quais os tipos de honorários e para quais prestadores de serviços eles são pagos”, diz o professor da Poli-USP.
Fonte: Exame.com

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Como garantir o conforto térmico em casa nos dias quentes?

  • Stock Images
    As varandas proporcionam espaços sombreados e abertos, bastante ventilados
    As varandas proporcionam espaços sombreados e abertos, bastante ventilados
A preocupação com o conforto térmico nas construções em geral e, sobretudo nas casas, tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. As pessoas estão mais exigentes com o seu conforto e conscientes com as questões de sustentabilidade e consumo de energia, principalmente dos aparelhos de ar-condicionado. Mas então o que fazer? Como preparar a sua casa para o clima quente, tão comum no Brasil?
O ideal é que a preocupação com o conforto térmico aconteça logo no início do projeto. O correto posicionamento da casa no terreno, a correta localização das aberturas e um estudo básico do regime de ventos da região já resolvem boa parte do problema.
A quase totalidade do nosso território fica no hemisfério sul. Por conta disso, a fachada sul é menos ensolarada durante boa parte do ano e no inverno tende a ficar mais úmida e fria. Aberturas maiores nessa fachada podem significar luz sem a incidência direta do sol e o conseqüente aquecimento da casa. A fachada leste recebe o sol da manhã e a oeste recebe o sol da tarde, com tempo maior de duração e consideravelmente mais quente. Para conter o sol que entra rasante dentro da casa, esquentando os cômodos, só os elementos verticais em frente às janelas são realmente eficientes. Nesse caso, os elementos quebra-sol ou brise soleil são bastante recomendados. A fachada norte recebe sol durante todo o dia, com intensidade maior no inverno do que no verão, qualidade que se reflete até no preço mais alto dos apartamentos face norte nos edifícios. Não é um sol rasante, e um pequeno beiral já é suficiente para barrá-lo.
Os beirais e as varandas, tão característicos da nossa arquitetura, são dispositivos muito interessantes para conter a incidência direta do sol. As varandas ainda proporcionam espaços sombreados e abertos, bastante ventilados e tão agradáveis de estar nos dias quentes.
A ventilação é sempre importante para reduzir a temperatura dos ambientes, ou, pelo menos, a sensação de calor dos ocupantes. Posicionar aberturas em paredes opostas dentro da casa proporciona o que chamamos de ventilação cruzada (o popular vento encanado). Se, além disso, o arquiteto ainda orientar corretamente as aberturas, considerando os ventos predominantes da região, a construção se comportará de maneira muito melhor no calor.
Evite casas com estilos que nada tem a ver com o nosso país, época ou clima. Chalés suíços só fazem sentido na Suíça. No Brasil, além de cafonas, aqueles grandes telhados inclinados não só deixam de cumprir o seu papel de permitir que a neve derreta (já que não temos neve por essas bandas), como tornam a construção excessivamente quente. Um bom exemplo desse tipo de equivoco são aqueles telhados cinza e escuros em estilo clássico francês, conhecidos como mansardas devido ao arquiteto francês Mansart. As mansardas abrigavam os empregados do século 17 numa Paris sem elevadores (pois eram os empregados quem tinham de subir mais escadas) e quente no verão (eram eles quem passavam mais calor e não os proprietários). As construções milionárias do século 21 no Brasil que ainda copiam essa solução chegam a ser irônicas: paga-se uma fortuna por coberturas que imitam uma solução equivocada para o nosso clima e que representam ao mesmo tempo um exemplo de edifício não sustentável e uma total falta de conhecimento histórico.
A cobertura é a porção das casas que recebe a maior quantidade de radiação do sol. Essa superfície está sujeita à radiação luminosa durante quase todo o dia. Para melhorar o seu comportamento, algumas dicas importantes: as telhas cerâmicas têm um desempenho melhor do que as de alumínio simples ou as de fibrocimento. Se a opção for por uma telha metálica, procure utilizar as do tipo sanduíche, compostas de duas camadas de alumínio ou aço entremeadas por isolante térmico. Se a sua casa tiver uma laje, procure também utilizar um isolante térmico como o isopor, por exemplo, na sua composição, ou isolantes entre a laje e o forro ou ainda elementos sobre a laje, como a cinasita (argila expandida).
A princípio, quanto maior a massa dos materiais, mais isolantes eles são. Logo, uma parede mais espessa fará com que o calor leve mais tempo para atingir o interior de sua casa. Este fenômeno é o que chamamos de inércia térmica. Paredes ou coberturas muito leves têm pouca inércia térmica e assim o calor entra muito rapidamente na construção. Blocos e telhas cerâmicas e tijolos maciços são materiais que se comportam bem no nosso clima. Paredes mais espessas e pintadas com cores claras são também boas soluções.

Conforto verde

A vegetação pode e deve ser usada para melhorar o microclima da sua casa. Todo mundo já se sentiu mais confortável ao andar num dia quente nas ruas sob as copas de árvores frondosas. As plantas não só são eficientes por sombrear as construções, como a sua respiração resfria o ar em volta. A vegetação ainda retém umidade de orvalho, chuva ou uma rega, o que ajuda a aliviar a temperatura a seu redor. Um jardim sobre a laje de cobertura tem um belo efeito paisagístico, além de isolar a casa do meio externo.
Os espelhos d’água são também elementos paisagísticos que contribuem para o conforto térmico. A evaporação da água aumenta a umidade do ar ao seu redor, proporcionando a sensação de frescor. A temperatura em volta destes espelhos d’água chega a ser três graus mais baixa do que seria se eles não existissem. Parece pouco, mas pode ser a diferença entre um local confortável e o calor insuportável, especialmente se realizado em conjunto com uma boa ventilação cruzada.
Essas dicas valem para todas as construções. Nas casas já existentes pode ser um pouco mais difícil aplicar todas essas regras, mas os conceitos são igualmente válidos. Fale com o seu arquiteto, pense nessas questões ao construir ou reformar seu imóvel. Mesmo que a decisão final seja a compra de um aparelho de ar-condicionado, a adoção de algumas dessas medidas fará com que as máquinas tenham um melhor desempenho e gastem menos energia para atingir a temperatura ideal. No final, o planeta e você sairão ganhando.
Fonte: Uol